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OZORIO TRIO

Em suas diferentes apresentações, ainda não se limitando a um trio, os arranjos incluem participações de quarteto de cordas, outros com piano e sitara ou ainda trompas, banjo e violão de 12 cordas e quando executado solo ao violão de aço legitima e transparece sua verdadeira origem de forma muito significativa e conceitual.

O álbum homônimo e instrumental lançado em grande show com participação de vinte (20) músicos realizado em março de 2015 no Centro Cultural São Paulo conta com uma gravação analógica, ao vivo e apresenta apenas uma versão possível para os temas instrumentais que Ozorio executa de forma especialmente original devendo grande parte de sua inspiração ao instrumento extremamente rústico e barato de fabricação holandesa dos anos 70 que tomou emprestado de um amigo artista, encontrado numa pequena loja em Kennington bairro londrino famoso ponto de “rastafaris”.

Composto por músicas com ritmos que podem lembrar o bluegrass e o Mississippi Delta Blues (como nos temas “Eguinha Quarto de Milha” e “La Dolce Marcela”) também representa o nacionalismo musical em melodias e temas executados na afinação típica da viola brasileira (Riacho Abaixo) e possuem puro sotaque caipira nacional (“Swingig” e “Allez! Allez!”). Outros de seus temas remetem a trilhas cinematográficas melancólicas, paisagens ou climas campestres (“À beira da caatinga”, “Solo” e “Locomotiva”).

Este álbum está rodeado pela história e talento do artista que produziu uma série de imagens, impressões de tiragem limitada, objetos de arte e produtos com bordados à mão, além de disponibilizar em fitas cassetes com alta qualidade de gravação.

O conjunto acústico recebe o nome para homenagear os irmãos Armando, Stênio e Afonso Osório fundadores e integrantes do Bando da Lua, de quem Ozorio é descendente. Suas músicas remetem a temática popular e rural utilizando afinações e técnicas de dedilhados ao violão de aço criadas e difundidas na música do interior no início do século passado tanto no Brasil como na América do Norte.